09/11/2009

A era das máquinas espirituais (2)


Continuei a encontrar com Stevie Wonder, e em um de nossos encontros em seu novo estúdio de gravação em Los Angeles, em 1982, ele lamentou como as coisas estavam no mundo dos instrumentos musicais. Por um lado, havia o mundo dos instrumentos acústicos, como o piano, violino e violão, que forneciam os ricos e complexos sons de escolha da maioria dos músicos. Embora satisfatórios musicalmente, esses instrumentos sofriam de uma série de limitações. A maioria dos músicos só podia tocar um ou dois instrumentos diferentes. Mesmo que você pudesse tocar mais de um, não conseguiria tocar mais de um de cada vez. A maioria dos instrumentos só produz uma nota por vez. Os meios disponíveis para formar os sons eram muito limitados.

Por outro lado, existia o mundo dos instrumentos eletrônicos, no qual essas limitações de controle desapareciam. No mundo computadorizado, você podia gravar uma linha de música em um seqüenciador, tocá-la novamente, e gravar outra seqüencia por cima dela, construindo uma composição multiinstrumental linha por linha. Você poderia colocar vários sons em camadas, modificar suas características sônicas, tocar canções em tempo não real e utilizar uma grande variedade de outras técnicas. Só havia um problema. Os sons com os quais você tinha de trabalhar no mundo eletrônico soavam muito finos, meio que como um órgão, ou um órgão processado eletrônicamente.

Não seria ótimo, Stevie devaneou, se pudéssemos utilizar os métodos extraordinariamente flexíveis de controle por computador nos belos sons dos instrumentos acústicos? Pensei a respeito, e parecia viável de fazer; por isso, aquele encontro acabou constituindo a fundação da Kurzweil Music Systems, e definiu sua razão de ser.

Com Stevie Wonder como nosso acessor musical, começamos a combinar esses dois mundos da música. Em junho de 1983, fizemos uma demonstração de um protótipo de engenharia do Kurzweil 250 (K250) e o introduzimos comercialmente em 1984. O K250 é considerado o primeiro instrumento musical eletrônico a emular com sucesso a complexa resposta sonora de um piano forte e de praticamente todos os outros instrumentos de uma orquestra.

Ray Kurzweil, em A era das máquinas espirituais

08/11/2009

A Mensagem Secreta de Jesus (1)


"Mas se é o coração que importa, então os corações não podem ser coagidos; ninguém pode ser forçado. As pessoas podem ser convidadas, atraídas, intrigadas, instigadas e desafiadas – porém, não forçadas. E talvez aí resida a maior genialidade de uma parábola: ela não agarra alguém pelo colarinho e berra em seus ouvidos: “Arrependa-se seu pecador infame! Converta-se ou vai arder em chamas!” Pelo contrário, age gentilmente, de forma sutil e indireta. Ela respeita a sua dignidade. Não força alguém a se submeter, mas deixa livre para que descubra e escolha por si mesma."


Brian McLaren, em A Mensagem Secreta de Jesus (Thomas Nelson Brasil).

06/11/2009

Kindle: o livro digital chega ao Brasil


Os americanos fizeram inveja ao mundo inteiro por alguns anos. Só eles tinham acesso ao Kindle (lê-se quíndol), o livro digital da loja online Amazon, que virou sonho de consumo de 10 entre 10 apreciadores de uma boa leitura. E nem adiantava importar o produto: para que o Kindle funcionasse, seria necessária uma rede de dados especial que entregasse o conteúdo, em tempo real. Só que agora, a Amazon e a AT&T fecharam parcerias com empresas em outros países e, finalmente, o Kindle já pode ser utilizado por nós, brasileiros.

Nosso exemplar chegou esta semana. Logo de cara, o tamanho chamou atenção. Ele é bem menor e mais fino que o modelo vendido nos Estados Unidos. A tela tem uma definição impressionante e, por não emitir luz, também não cansa a visão. É como se estivéssemos lendo uma folha de papel, mesmo. A conexão 3G com a rede gratuita da Amazon foi encontrada instantaneamente. Não foi pedida nenhuma senha, nenhum login e nem precisamos inserir o chip de operadora alguma. O equipamento chegou prontinho para o uso e já veio associado à mesma conta e emails utilizados no momento da compra do produto.

O Kindle tem 2 giga de memória interna – é o suficiente para arquivar até 1500 livros, jornais ou revistas. Estes itens são comprados na Kindle Store. É uma verdadeira livraria virtual. Você a percorre por entre as sessões e os títulos. Ao encontrar um do seu interesse, é só baixar o primeiro capítulo, de graça. O valor só é cobrado caso tenha interesse na obra completa. Na banca de jornais, o carioca “O Globo” já aparece por lá em sua versão digital. É possível escolher o seu caderno de notícias preferido e navegar por entre os artigos apertando os botões Previous e Next Page. É possível comprar edições avulsas, ou assinar o jornal por um período definido. Caso a segunda opção seja escolhida, o produto será baixado automaticamente, todas as manhãs, e estará disponível para leitura assim que você acordar. O mais legal é que, pelo fato do Kindle estar conectado à rede durante todo o tempo, qualquer alteração na edição também será enviada para você.

Não enxerga letras pequenas? Bom, no Kindle isso não é problema. Você pode escolher entre 6 tamanhos diferentes. E para os deficientes auditivos, ainda existe a opção de “Text to Speech”, ou seja: o equipamento lê o texto, em voz alta, para você. Aqui mora o problema do Kindle neste começo de vida no Brasil: ele só lê em inglês e, fora a edição online do Globo, não existem outros títulos em português. De qualquer forma, o aparelho se mostra um bom professor da língua inglesa. Ao ler os textos, basta repousar o cursor em frente a alguma palavra para que o seu significado seja exibido aqui, no pé da página.

Os textos em português ainda são escassos, mas o Kindle permite que você suba arquivos particulares nos formatos DOC, TXT, PDF e fotos. Então, é possível aproveitar o equipamento para dar um gás ou revisar aquele documento do trabalho, ou ler aquela página gigante que você encontrou na internet. Por meio do teclado, você pode escrever notas ou grifar partes do texto que julgar mais importantes. Tudo isso fica salvo para pesquisas posteriores.

Tem uma outra aplicação que nos intrigou. No item “Experimental”, vimos que o pessoal da Amazon já estuda a possibilidade do Kindle tocar músicas em MP3 e, nos Estados Unidos, os donos do brinquedinho já podem até navegar na web em páginas mais simples. Por aqui, a função ainda está desativada. Um outro detalhe que incomoda aqueles que estão acostumados com computadores mais velozes é a resposta um pouco lenta do aplicativo. O sistema utilizado para a impressão das páginas parece menos esperto que o LCD convencional, e o processador parece ser bem básico – dá conta do recado, mas sem muito destaque.

Certamente, você ainda vai ouvir muito a respeito do Kindle. A Amazon anunciou, ainda, que os livros digitais também estarão disponíveis para PCs em um futuro próximo. Só esperamos que cada vez mais títulos em português sejam lançados. O Kindle – e outros leitores digitais – até poderiam ser uma boa forma de fomentar a leitura em nosso país. O obstáculo é o preço. Para entrar no Brasil, o Kindle paga 49% de imposto de importação. O aparelho, que custa cerca de 260 dólares nos Estados Unidos, chega aqui por nada menos que 546 dólares. Mais que o dobro! Desse total, 266 dólares são só imposto. Ou seja, para o bolso brasileiro, o Kindle custa algo em torno de 960 reais... E, por enquanto, será uma leitura restrita aos mais endinheirados, apesar do charme do brinquedinho.

Fonte: Olhar Digital

Transformando Pensamentos em Diálogo


"Orar, em minha opinião, não significa pensar em Deus em vez de pensar em outras coisas; ou passar tempo com Deus, em vez de passar tempo com outras pessoas. Pelo contrário, significa pensar as coisas e viver com as pessoas na presença de Deus. Assim que começamos a dividir nossos pensamentos em pensamentos voltados para Deus e pensamentos voltados para pessoas e eventos, removemos Deus de nossa vida diária e o colocamos em um pequeno nicho religioso onde supostamente se pode ter pensamentos religiosos e experimentar sentimentos religiosos. Embora seja importante, e mesmo indispensável, para a vida espiritual reservar um tempo para Deus - e somente Ele -, a oração só poderá tornar-se constante quando todos os nossos pensamentos - belos ou feios, altivos ou vis, arrogantes ou humildes, tristes ou alegres - forem assumidos na presença de Deus. Vale dizer: converter nosso incessantes pensamentos em uma constante oração. Isso nos conduz de um monólogo egocêntrico para um diálogo centrado em Deus. Para tanto, é preciso que transformemos todos os nosso pensamentos em diálogo. Ofoco, portanto, não é o que pensamos, mas a Pessoa a quem expomos nossos pensamentos."

Henry J. M. Nouwen em Meditações com Henry J. M. Nouwen editora Habacuc

Para viver um grande amor.

Em Para viver um grande amor. Crônicas e poemas, foram intercaladas crônicas e poesias de Vinicius de Morais, compondo assim um recorte histórico-literário do poeta e cronista. Ao final, somos presenteados com oito crônicas inéditas, não publicadas nas edições anteriores.

Transcrevo abaixo a primeira crônica da publicação, que revela muito da dificuldade de se escrever em tal gênero.

O exercício da crônica
Vinicius de Moraes

Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.

Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são a sua marca registrada e constituem um tópico infalível nas conversas do alheio naquela noite. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, e constituem a maioria, "tacam peito" na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica com uma espécie de desespero, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes "marginais da imprensa", por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros, as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente seguido de um bom cigarro, que tanto prazer dão depois que se come.

Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica "não baixa". O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração - e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar, que os linotipistas o estão esperando com impaciência, que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: "É... não há nada a fazer com Fulano..." Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: "Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem-feita e divirta os leitores!" E o negócio sai de qualquer maneira.

O ideal para um cronista é ter sempre uma os duas crônicas adiantadas. Mas eu conheço muito poucos que o façam. Alguns tentam, quando começam, no afã de dar uma boa impressão ao diretor e ao secretário do jornal. Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de táxi - e a verdade é que, em sua inocente maldade, tem um certo prazer em imaginar o suspiro de alívio e a correria que ela causa, quando, tal uma filha desaparecida, chega de volta à casa paterna.


• Para viver um grande amor. Crônicas e poemas. Vinicius de Morais. Companhia das Letras. (224p.)

04/11/2009

O Pequeno Príncipe na Oca


Num planeta...

Sobre a proteção de sua casca futurista, repousa a nossa Terra, mapeada e dividida pelos homens. Esta mesma geografia foi observada atentamente, lá do alto, e por tanto tempo, pelo aviador, entre as nuvens, onde cada detalhe significava chegar ou não ao seu destino. Assim, solitário, Saint-Exupéry percebeu a terra, suas transformações, sua ocupação acelerada, e se preocupou…

Transparece em O Pequeno Príncipe que já se desenhava a caótica geopolítica ambiental que estamos testemunhando.

O Pequeno Príncipe, um livro, com tão delicados desenhos, mostra que os homens do seu tempo, e por acaso do nosso também, quase não percebem o mundo que os envolve.



Local
Parque do IbirapueraPavilhão Lucas Nogueira Garcez – OCAAv. Pedro Alvarez Cabral, s/n° - Portão 03 - São Paulo - SP

Datas
De terça a sexta-feira, das 9h às 19hFinais de semana e feriados, das 10 às 20h(fechamento da bilheteria com uma hora de antecedência)Fechado às segundas-feiras
Até 20/12

Maiores informações no site oficial do evento.

03/11/2009

Seu Jorge




Mario Vargas Llosa

Site oficial

La memoria pertinaz, entrevista a Miguel Ángel Zapata

Discurso no Premio Príncipe de Asturias de las Letras de 1986

Obras
Trechos de La guerra del fin del mundo
Trechos de Los cachorros
Trechos de Dicionário Amoroso da América Latina

Multimídia
Trailer de Pantaleón y las visitadora
Trailer de The Feast of the Goat
Palestra de Llosa em São Paulo
Llosa fala sobre a sua produção literária La Lima de Mario Vargas Llosa El viaje a la ficción Conversación en La Catedral

Fonte: Pnll
Imagem: Internet

02/11/2009

O Fim da Memória (1)


"Para triunfar plenamente, o mal precisa não de uma, mas de duas vitórias. A primeira acontece quando um ato de maldade é perpetrado; a segunda, quando a maldade é retribuída. Depois da primeira vitória, o mal morreria se a segunda não lhe infundisse nova vida."

"Abraçar a essência da fé cristã significa precisamente deixar-se arrastar para além da zona do conforto e entrar no arriscado território marcado pelo compromisso de amar os próprios inimigos."


Miroslav Volf, em O Fim da Memória (Mundo Cristão).

30/10/2009

Um céu numa flor silvestre

Ver um mundo num grão de areia
e um céu numa flor silvestre,
ter o infinito na palma da sua mão
e a eternidade numa hora

(William Blake)

Em Um céu numa flor silvestre Rubem Alves parte do veros de William Blake e nos apresenta a beleza em diversas perspectivas nas vinte e cinco crônicas. Com sua peculiar maneira de falar das coisas simples de maneira tão envolvente e poética que prende o leitor da melhor maneira possível: você não quer parar de ler e reler.
Os olhos são as portas pela qual a beleza entra na alma(p.75)


• Um céu numa flor silvestre. Rubem Alves. Versus Editora. (164p.)

28/10/2009

Cristo Senhor


O pesquisador que talvez tenha me dado minhas conclusões mais importantes e que continua a fazer isso com sua enorme produção é N. T. Wright. Ele é um dos escritores mais brilhantes que já li e sua generosidade em aceitar os céticos e comentar seus argumentos é uma inspiração. Sua fé é imensa e seu conhecimento vasto.


Em seu livro The Ressurrection of the Son of God [A ressurreição do Filho de Deus], ele responde solidamente à pergunta que me perseguiu a vida inteira. O cristianismo chegou aonde chegou, segundo N. T. Wright, porque Jesus ressuscitou dos mortos.


Foi o fato de Jesus ter revivido que impeliu os apóstolos para o mundo com a força necessária para criar o cristianismo. Nada mais teria provocado isso, senão a ressurreição.


Wright faz muito mais para pôr essa questão inteira numa perspectiva histórica. Como posso ser justa com ele aqui? Só posso recomendá-lo sem reserva e continuar lendo seus trabalhos.

Do Epílogo (p. 252) de  Cristo Senhor: A Saída do Egito, de Anne RiceEditora: Rocco, 2007

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Walk On: a Jornada Espiritual do U2

Se o U2 freqüentasse uma igreja nos Estados Unidos ou a 100 quilômetros ao norte de Dublin [uma região predominantemente protestante], na Irlanda do Norte, seria fácil ter sido sugado por uma subcultura cristã. Muitas bandas em situação semelhante são desencorajadas a tocar em espaços seculares, como bares ou clubes, porque cristãos não deveriam estar em lugares assim. A teoria é a de que você não deveria levar Jesus em lugares freqüentemente chamados de “antros de iniqüidade”. A única razão aceitável para freqüentar estes lugares seria a de ir para evangelizar os perdidos que vão ali.

Como conseqüência desta mentalidade, muitos músicos talentosos são introduzidos no cenário gospel, indo de igreja em igreja,cantando canções previsíveis, de conteúdo limitado. A platéia, que é quase que exclusivamente composta por cristãos e que em sua maioria já aceitou as crenças pregadas do palco, acaba não tirando proveito dos clichês. Uma indústria cristã segura, de gueto, é criada com pop stars e gravadoras. Há uma revista, a “Contemporary Christian Music - CCM”, que se tornou o selo de toda a indústria - uma indústria sempre exposta ao risco de acabar se tornando culturalmente irrelevante. Quando Jesus disse a seus discípulos que eles eram a luz do mundo (Mateus 5.14), como queria que eles brilhassem? Como raios de luz que fazem a luz brilhar cegamente sobre si mesma, ou como fachos de luz de vidas alternativas e radicais que cruzam a escuridão? Você culpa a escuridão por ser escura, ou a luz por não brilhar?

(Walk On - A jornada espiritual do U2, de Steve Stockman)

Steve Stockman é ministro presbiteriano na Irlanda, onde trabalha na capelania de Queen's University, em Belfast. Conferencista, possui um programa de rádio na BBC Radio Ulster. Tem utilizado o trabalho da banda U2 em seus semões e palestras por mais de 20 anos.

(Trecho originalmente publicado em http://waltercruz.com/log/contracultura-ou-subcultura, em 29 de janeiro de 2007)

27/10/2009

A era das máquinas espirituais


O cérebro humano, presumivelmente, segue as leis da física, então deve ser uma máquina, ainda que muito complexa. Será que existe uma diferença inerente entre o pensamento humano e o pensamento de uma máquina? Para colocar a questão de outra maneira, quando os computadores forem tão complexos quando o cérebro humano, e puderem se comparar ao cérebro humano em sutileza e complexidade de pensamento, será que devemos considerá-los conscientes? Esta é uma questão difícil sequer de se perguntar, e alguns filósofos acreditam que não faz sentido; outros acreditam que ela é a única questão que faz sentido na filosofia. Esta questão, na verdade, remonta aos tempos de Platão, mas, com a emergência de máquinas que genuinamente parecem possuir volição e emoção, a questão se tornará cada vez mais importante.

Da Wikipedia: Raymond Kurzweil (Nova Iorque, 12 de fevereiro de 1948) é um inventor e futurista dos Estados Unidos, pioneiro nos campos de reconhecimento ótico de caracteres, síntese de voz, reconhecimento de fala e teclados eletrônicos. Ele é autor de livros sobre saúde, inteligência artificial, transumanismo, singularidade tecnológica e futurologia.

Entre outras coisas, prevê um fênomeno/evento chamado singularidade, onde as barreiras entre homens e computadores seriam finalmente extintas, levando ao surgimento de um novo tipo de homem. É mais conhecido pelos teclados e sintetizadores Kurzweil.